sexta-feira, 16 de março de 2012

VÍDEOS

Auto Esporte - 12 02 12 - Máquinas modernas trabalham nas lavouras brasileiras


Trator com GPS


Coleção de tratores


Trator Antigo Case 1938 - Old Tractor Case


DESFILE DE TRATORES ANTIGOS 



Limpeza de área com lamina no trator


Tração no trator


Evolução dos Tratores


Fabricação Tratores


Trator de esteira 360 cavalos Challenger Gradeando - sementes bom futuro


Cat Challenger and Lemken Gigant with Rubin 9 disc


TRATOR MASSEY


TREINAMENTO  DE CONTROLE DE PATINAGEM, PNEUS, PRESSÃO, BARRA DE TRAÇÃO, TOMADA DE FORÇA E AMACIAMENTO DO MOTOR MASSEY






MASSEY FERGUSON MF8690 MONSTRO NOVO TRATOR



 PULVERIZADOR MASSEY FERGUSON 9030

MARCAS E MÁQUINAS - 28/01/2012 - PLANTADEIRAS MASSEY FERGUSON


MARCAS E MÁQUINAS - 24/09/11 - TRATOR DE ALTA POTÊNCIA DA MASSEY FERGUSON


MICRO TRATOR



TRATORES DA VALTRA










Trator de 6 rodas



TIPOS DE TRATORES


Carretel

Também designado por molinete ou guincho, o carretel é formado por um cabo de aço enrolado em um carretel estacionário, propelido por motor elétrico ou de combustão interna, com caixa de engrenagens que possibilita variação de velocidade ou reversão. Carretel ou molinete. O uso de polias apoiadas em pontos fixos permitem a tração de implementos agrícolas, embarcações ou elevadores.

Trator de pneus

Equipado com motor de combustão interna de várias potências ou cavalares, geralmente a óleo diesel, automóvel com caixa de transmissão e diferencial traseiro reforçado, três ou quatro rodas com pneus traseiros caracteristicamente grandes, com tração simples (4x2) ou total (4x4), são utilizados principalmente na agricultura, para tracionar arados, carretas, plantadeiras e a maioria dos implementos ou alfaias agrícolas.
 
Trator antigo.

Possuem caixa de velocidades ou transmissão próprias para o trabalho agrícola. A caixa de câmbio pode variar de 8 a 24 marchas a frente e 2 a 24 marcham a ré. Pode ser mecânica ou automática. A grande variação de marchas se deve a relação velocidade: torque: rotação do motor. Esta relação está diretamente ligada à produtividade do equipamento.
 
Trator de esteira. 

Equipado com esteiras no lugar dos pneus apresenta melhor aderência e melhor distribuição de peso, principalmente em terra solta ou terrenos pantanosos.
 
São mais utilizados na construção de estradas e outras grandes obras civis, embora também tenham aplicações na agricultura, onde seu uso é muito recomendado devido à menor compactação do solo pelas esteiras. Arando a terra para plantio.

Trator rodoviário

É o caminhão, incluindo a cabine, que puxa a carreta ou galera nos transportes rodoviários, formando o conjunto semirreboques. No Brasil é designado por cavalo mecânico.
 
Acessórios


O acessório mais comum, principalmente em tratores para uso agrícola é o chamado terceiro ponto ou atuador hidráulico automático tipo Fergusson, que tem a função de manter o implemento, principalmente o arado, nivelado em relação ao solo. Além disso, também pode ser travado e usado como um elevador hidráulico.
Além de tracionar os equipamentos, os tratores também podem fornecer às alfaias ou implementos, força mecânica, por um eixo cardã ligada a uma tomada de força existente na maioria dos modelos, acionando assim bombas, caixas de engrenagem e atuadores.
Existe também a possibilidade de usar a bomba hidráulica do trator, por uma derivação da linha, para acionar atuadores hidráulicos dos equipamentos.
Muitos tratores modernos também contam com comodidades ao operador, como cabines com ar condicionado, bancos antivibração, comunicação local, localização por GPS e muito mais.

MARCAS DE TRATORES



Tratores Ford

- Um dos primeiros fabricantes de tratores a gasolina foi a Ford, que iniciou a produção dos tratores modelo F em 1912, usando o nome Fordson e adotando os métodos de produção em massa que já eram aplicados aos automóveis da marca. Foi o primeiro trator leve produzido em grande escala. A marca foi incorporada à Ford Motor Company e continuou crescendo ao longo dos anos. Em 1939 foi lançado o 9N, que se tornou o padrão para a maioria dos tratores modernos. Tinha pneus de borracha, o atualmente onipresente sistema de reboque de três pontos e eixo cardã, além de facilidade de acesso a todos os pontos de operação. A Ford ainda produziria modelos aclamados como o 8N e em 1984, adquiriu a Sperry-Holland Tratores, formando a Ford New Holland. A empresa foi vendida à Fiat em 1991. Desde 2000 o nome Ford não é mais vinculado a tratores. 



Tratores Samson – GM

- Em 1917 a General Motors adquiriu a Samson Sieve-Grip Trator Company, de Stockton, Califórnia e planejou uma linha de carros e caminhões para ser produzida com os tratores. A ideia inicial foi uma espécie de van, projetada para transportar nove passageiros, com bancos removíveis para transportar cargas, mas nunca foi comercializada. Uma série de protótipos de tratores foi produzida, incluindo este da foto abaixo, que teve duas unidades produzidas na fábrica de caminhões da Pontiac. O Modelo M, mais refinado, foi produzido em 1919, mas era extremamente caro em comparação ao concorrente da Ford. O modelo "Iron Horse" foi produzido no mesmo ano, movido por um quatro-cilindros da série 490, que era controlado pelo operador que ia caminhando atrás da máquina, como se estivesse conduzindo um cavalo. Esse design permitia que os fazendeiros acoplassem seu próprio equipamento, mas também foi um erro. No final a GM perdeu 33 milhões e a divisão encerrou as atividades em 1923. 



Minneapolis Moline UDLX

- A Minneapolis Moline era uma fabricante de tratores firmada no mercado quando decidiu entrar no mercado automotivo, em 1938. Com o modelo UDLX Comfortractor, a intenção era combinar os atributos de um carro a um trator, o que fazia algum sentido econômico, considerando que foi lançado quase no fim da Grande Depressão. O UDLX tinha a primeira cabine totalmente fechada em um trator, tinha aquecedor, janelas de abrir, acendedor de cigarros e um banco do passageiro. A velocidade máxima de 72 km/h tornava-o perfeitamente razoável para ser usado como um carro. Infelizmente o alto preço limitou as vendas e o modelo só vendeu 150 unidades. 

Tratores Lamborghini


- Ferruccio Lamborghini não começou a carreira como construtor de supercarros. Seu primeiro sucesso veio em forma de tratores e máquinas agrícolas. Logo depois da Segunda Guerra Mundial, Lamborghini começou a montar tratores com o equipamento excedente da guerra. Em 1948 ele fundou a Lamborghini Trattori S.P.A. em sua garagem. Seu primeiro modelo foi o Carioca, e mesmo não sendo uma máquina atraente, ajudou a impulsionar a Lamborghini ao posto de maior companhia agrícola da Itália. Foi somente depois de sucessivas experiências decepcionantes com os carros de Enzo Ferrari que Ferruccio decidiu que iria construir carros melhores. Após uma sucessão de contratempos no final dos aos 70, quando a empresa teve problemas financeiros, a Trattoria foi vendida à rival SAME, embora ainda sejam vendidos com a mesma marca.



Tratores Porsche


- Ferdinand Porsche foi um homem com muitos interesses e talento. Enquanto estava envolvido no desenvolvimento do Fusca, ele também mantinha seu projeto de um trator popular. O Volkstraktor, se você preferir. Muitos protótipos foram produzidos em 1934 com um motor diesel refrigerado a ar. Claro, algo estava acontecendo na Alemanha naquela época e isso o levou a arquivar o projeto. Depois daquela pequena discussão várias companhias licenciaram os projetos do motor, mas a Mannesmann AG decidiu licenciar o trator Porsche completo e iniciou a produção em 1956. Entre 1956 e 1963, quando a licença expirou, mais de 125 mil tratores Porsche haviam sido produzidos, todos compactos, de projeto simples que estavam pelos mais variados terrenos da Europa.



Tratores CO-OP

- Em 1922 o congresso americano aprovou a Capper-Volstead Act, que permitiu aos fazendeiros e rancheiros a legalização de trabalharem em grupos para benefício mútuo, e serviu para a criação da cooperativa Farm Bureau, que agiu em benefício dos fazendeiros para aprimorar e estudar os métodos de trabalho no campo. Quando a mecanização do campo começou, decidiram desenvolver um trator para beneficiar os cooperados. Em 1935 a Farm Bureau firmou um acordo com a Parret Trator Company para produzir uma máquina que suprisse a necessidade dos fazendeiros cooperados. O primeiro modelo era débil e com potência subdimensionada, então instalaram um motor e caixa Chrysler. Ao longo das várias gerações o trator passou a usar a marca CO-OP e regularmente tinha o motor Chrysler de quatro litros e seis cilindros.

Tratores Fiat

- A Fiat é um enorme conglomerado com tentáculos em todos os tipos de indústria. Nos EUA a Fiat é tida como a chefa italiana da Chrysler, mas esta é só a divisão de carros. A Fiat está no ramo dos tratores há muito tempo, operando no mercado da agricultura desde 1919 e é a segunda maior do segmento, atrás apenas do enorme gorila que é a John Deere. Ela carregou marcas como a New Holland (que inclui a Versatile e Ford Tratores) e a Case (que é formada pela Case, International, Farmall e outras). Se você nunca ouviu falar nos tratores Fiat, você provavelmente mora na América, onde não há tratores vendidos sob a marca Fiat. 
Tratores Citroen


- Citroën? Sim, esses franceses fizeram um trator também. Só um, e era bem pequeno. O trator da Citroën pesava apenas 800 kg e era movido por um motor de quatro cilindros e 12 cv, muito semelhante ao motor do Citroën modelo A. Foi comercializado inicialmente como um trator para hortas e pomares e vendeu cerca de 500 unidades durante seus dois anos de produção. A empresa trabalhou a ideia de produzir semi-esteiras, mas nada chegou ao mercado. Mas veja como é bonitinho esse pequeno trator.

Tratores Mitsubishi

- A Mitsubishi é outro daqueles enormes conglomerados que produzem tratores como regra. Em operação desde 1980, a Mitsubishi comercializa seus produtos nos segmentos de tratores compactos e utilitários. A maioria dos tratores Mitsubishi é vendida na Ásia, onde as fazendas tendem a ser menores. 



International Harvester

A International é outro caso de fabricante de tratores que foram para o setor de automóveis. Apesar de produzir caminhões pesados, a produção de carros da International resume-se em somente um veículo, o International Scout. Sendo um dos mais adorados SUVs de todos os tempos, o Scout foi construído para competir com os Jeeps, e conseguiu com sucesso com um projeto simples, robusto e resistente. O estilo do Scout variou muito pouco durante toda sua produção, que ocorreu entre 1961 e 1980, mas ele teve uma grande variedade de carrocerias e motores, atingindo vários nichos do segmento. A produção do Scout foi encerrada quando a International Harvester foi comprada pela Case, mas você ainda encontra um grande número deles trilhando os EUA.


Renault

- A Renault iniciou a sua atividade fabril automobilística em 1898 e começou dez anos depois a construir tratores. Desenvolveu para o setor máquinas de arrasto contínuo e tração nas 4 rodas, todas de aplicação ao exército francês, por ocasião da 1ª Grande Guerra. Depois da Guerra, converteu para a agricultura o seu arsenal de máquinas, melhorando constantemente os modelos, que passaram a ser equipados, a partir de 1931, com motores diesel de 4 cilindros, 4,36 litros de cilindrada e 45 cv - como exemplo, o modelo Renault VY, o primeiro trator à diesel construído na França e o primeiro a ser equipado com tomada de força de 87rpm.
- A Renault, então a maior fabricante francesa de tratores agrícolas, é nacionalizada em 1945 e a produção passa a ser incrementada com novas séries de tratores, atingindo no biênio 1947-48 a soma de 7.500 unidades. A partir de 1951, os modelos Renault passam a ser equipados com motores Perkins. Em 1956 é lançada no mercado a nova série “D”, que culminou com o modelo Super. D, equipado com o inovador hidráulico Trator Control. Em 1960, a fábrica já havia fabricado 138 mil veículos.
- Os tratores Renault, que agora pertencem à alemã Claas, têm ultimamente mantido ligações com o John Deere no que diz respeito à construção de certos componentes. Na França, a Renault divide com a Massey-Ferguson uma estrutura fabril de projetos e produção conhecida por GIMA. A Renault tem ocupado nos últimos anos a primeira posição nas vendas do exigente mercado francês.




Ferguson







- O sistema Ferguson de engate de três pontos é conhecido (e presente) no mundo todo, principalmente após a guerra judicial entre a Ferguson e a Ford pela patente e uso do sistema. Porém Harry Ferguson não ficou somente atrás das máquinas do campo.
- Ao se pesquisar um pouco sobre as origens da tração nas quatro rodas para carros modernos, com diferenciais viscosos, e sem os pesados diferenciais de pares cônicos coroa-pinhão dentro de uma caixa de transferência, sempre se chega ao sistema de nome Ferguson Formula. O primeiro carro com o sistema foi batizado de Ferguson R4 e foi mostrado ao mundo em 1954, pela empresa que se chamava na época Massey-Harris-Ferguson.
 Harry Ferguson era um industrial escocês fabricante de tratores, que não era de brincadeira. Em 1952 ele venceu a Ford Motor Company nos tribunais, com ações sobre os direitos de algumas patentes de sistemas de tomada de força e de reboque de implementos agrícolas para tratores, que inclusive se chamavan Ford-Ferguson, em um negócio que durou de 1938 a 1946. Como a Ford finalizou a associação e continuou usando os sistemas, Harry teve a grande sorte de ganhar a causa. O valor que ele embolsou foi de US$ 9,25 milhões, uma tremenda fortuna naquele tempo.
- No ano seguinte, aproveitou esse caixa recheado para fundir sua empresa com o concorrente canadense Massey Harris, formando a empresa que desenvolveu o carro com tração nas quatro rodas.
- Essa fusão deu a Harry US$ 16 milhões em ações, que ele, mesmo na idade de 66 anos, não utilizou para financiar sua aposentadoria. Através de uma nova divisão de sua empresa, que batizou de Harry Ferguson Research (pesquisas), colocou seus conhecimentos e de seus engenheiros para trabalhar, além de contratar o piloto de corridas Tony Rolt e os ex-projetista da Aston Martin, Claude Hill.
- Pouco mais de um ano depois, mostrou um carro que, mesmo sendo totalmente sem graça em termos de estilo, era o mais tecnicamente avançado em existência.
- Nascia o sistema Ferguson Formula, que foi sendo desenvolvido em sucessivos protótipos e modelos que pode-se considerar feitos sob encomenda, mas que só chegou à produção normal, ainda que em pequeno número, no  Jensen FF, um dos mais belos carros de todos os tempos e, dizem, inspirado no Brasinca  4200 GT/Uirapuru.
- Como se não bastasse a tração em todas as rodas, que evitava problemas por mais que o motorista abusasse, Harry Ferguson foi mais além, e junto com a Dunlop, adicionou o primeiro sistema ABS para eliminar o travamento de rodas em frenagens. O nome dessa maravilha da tecnologia britânica: Maxaret.
- Assim, esse rombudo sedã sem graça, com um simplório motor de quatro cilindros de 2,2 litros, é hoje um dos carros mais importantes da história, um vovô que merece respeito e admiração de todos os Subarus, Audis, Mitsubishi Evos, Porsches Turbo e dezenas de outras máquinas fabulosas que só conseguem colocar boa parte de sua potência no solo porque um fabricante de tratores não quis pegar seus milhões e ir pescar.

TRATOR NO BRASIL

O primeiro Trator Brasileiro

** O trecho abaixo foi retirado da revista Mundo Agrícola de Junho de 1965, edição Nº 162 - Caderno especial sobre Mecanização Agrícola.
"A produção do primeiro trator nacional foi iniciada em 1960, sendo que coube à Ford Motor do Brasil S.A. a apresentação do 1º trator brasileiro, cujo lançamento se deu a 09/12/1960, em solenidade especial."
"Nesse mesmo ano de 1960, segundo a A.N.F.A.V.E.A., foram produzidos no país, 37 unidades. No ano seguinte, a produção nacional de tratores se elevou a 2.466 e, em 1962, o número de tratores atingiu a marca de 11.092 unidades. Em 1963 e 1964, os recordes de produção foram quebrados, alcançando as cifras de 22.110 e 33.399 unidades respectivamente, sendo que em 1964, os dados se referiam até o mês de Outubro."
** Até o final dos anos 50 e início dos anos 60, todos os tratores vendidos no Brasil eram importados. A produção de um trator no país começou a tomar forma na década de 60, com a implantação de empresas estrangeiras por aqui, e o encarecimento do produto importado.
** Mas por coincidência, e acredito-me, por correria das grandes montadoras também, na mesma época três grandes marcas iniciaram a produção de tratores no país, sendo elas: a Ford com seu famoso 8 - BR Diesel, a Massey-Ferguson com seu famoso MF 50 ou cinquentinha, e a Valmet com o também famoso Valmet 360.
** O mais prazeroso em se comentar essa história é que fica aquela velha discussão entre as empresas sobre quem realmente "fabricou" o primeiro trator no país. Isso para mim não interessa, pois, o mais importante é saber que na época de 1960 em diante iniciou-se uma nova era da mecanização agrícola no país, com a produção de tratores tão valentes que até hoje são vistos com facilidade trabalhando nas lavouras, mesmo depois de quase 50 anos!

Trator Ford 8-BR Diesel

- Tenho um pôster de propaganda da Ford que diz: Ford 8-Br Diesel, o primeiro Trator a Diesel Brasileiro. O mesmo possui uma linda gravura desenhada de um homem do campo com seu novo trator 8-Br, nas cores verde e amarelo.
- Antes disso a Ford desbravou o Brasil, e o mundo com seu trator Fordson 1918. Mais tarde, e o que vemos muito ainda pelo país, a Ford vendia os tratores de 4 cilindros a gasolina 2N, 9n, 8n e depois o mais atualizado o Ford 600 ou Naa. Na era a Diesel, os tratores da marca no mercado eram os "Majores", o Super. e o Power, e o pequeno Dexta.
- Já no início da década de 60 a Foram lançado o trator o 8-BR Diesel, com nome e cores bem brasileiros, talvez uma forma de puxar para o lado da empresa a fama de ser a pioneira na produção de tratores por aqui. O 8-BR dispunha de um motor 4 cilindros a Diesel da marca Perkins, e foi produzido também na cor azul, acredito que anos mais tarde, mas preciso me informar sobre o assunto.




Massey-Ferguson 50, o MF-50.

- Para relatar a história desse trator coloco abaixo o artigo retirado do site da Massey-Ferguson que foi escrito na edição Nº 73 de Campo Aberto e adaptado do roteiro do vídeo “Quinhentos mil tratores” escrito pelos jornalistas Ruiz Renato Faillace e César Romagna, da Videomakers, e transmitido para todo o Brasil no dia 8 de julho pelo Canal Rural.

"Um trator conta a história da agricultura brasileira"

“A história que vou contar não pode ser lida em livros”. Dizem que a nossa história é recente. Dizem também que a história da agricultura brasileira foi escrita em cima de um Massey. Mas nunca foi contada por um deles... pelo menos até agora.
Nasci em 1961, em Taboão da Serra, São Paulo, com 36 cavalos de potência. Fui batizado com o nome de MF 50, em homenagem ao slogan do Presidente Juscelino Kubitschek, cinquenta anos de progresso em cinco de governo. Acho que é por isso que eu tenho o espírito de Brasil. Um espírito de conquista e desbravamento.
E assim sou conhecido desde então, como o cinquentinha. Fui o primeiro trator genuinamente brasileiro. Herdei de meus primos Massey Harris, o Ferguinho 35, o revolucionário sistema Ferguson de levante. Mas não foi só isso que me fez popular. Sou altamente confiável, tenho um ótimo desempenho, gasto muito pouco e sou muito simples de operar.
Acompanhei famílias que apostaram tudo nas novas terras do Centro-Oeste. Desbravadores que iniciavam a saga... a busca de novas terras de novas fronteiras agrícolas. O Brasil era tão diferente. Eram 70 milhões de habitantes, 38 milhões deles vivendo no campo. A produção de grãos não passava dos vinte milhões de toneladas. Como o Brasil mudou em tão pouco tempo.
Com o passar dos anos, outros irmãos foram nascendo: o 50x, o 65, o 95 já com 92 cavalos de potência. Aos poucos, mostrando serviço e sem negar trabalho, conquistei o homem do campo. A tecnologia que carrego se aplica a todos os rincões desse País e a todas as fazendas.
Em 1968, a Massey inaugurou o primeiro centro de treinamento para ensinar os operadores a me tratar como eu merecia. Como regular o programo, fazer a minha manutenção, enfim, como me tratar e cuidar melhor. De 1969 a 1974, nunca se fabricou tanto trator nesse País. A produção passou de cinco mil para 29 mil unidades ao ano. Um recorde até hoje não superado.
Em 1976 meus pais resolveram mudar o meu jeitão. Fui promovido a Série 200. Agora com um motor Perkins, 4 cilindros; 8 marchas à frente e 4 à ré, uma revolução para a época. Metade de todos os tratores que estão no campo é iguais a mim.
Tenho 75 cavalos de potência e, por mais que o tempo passe, nada me substitui. Força, resistência e durabilidade são as marcas da minha história. Foi nesse tempo que a rede Massey Ferguson se consolidou. Acompanhou o pessoal que ia desbravar as fronteiras do País. Hoje, temos o maior número de concessionárias espalhadas por esse Brasil.
Vieram os anos 80. Chegaram a chamar de a década perdida. Nós do campo íamos fazendo a nossa parte. Era 1981. A fábrica de tratores veio para Canoas, no Rio Grande do Sul, onde até hoje todos nós nascemos. Em 1986, nossos motores começaram a sair turbinados. Essa tecnologia aumentou muito a nossa potência, sem gastar mais combustível.
Por mim e por outros da minha família, se conta a história da agricultura. Saímos da tração animal para a mecanização. Da subsistência para uma economia de escala. Mas tudo isso não teria sentido se não fosse para melhorar a vida de você, produtor rural. “Agora, somos 500 mil tratores nascidos aqui.”



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Valmet 360

- A Valmet, marca Finlandesa de tratores, possui larga experiência na área, tanto que o grupo ao longo do tempo se juntou com a Bollinder Munktels, e depois com a Volvo Tratores, e hoje pertence a AGCO, que domina grande parte do mercado de tratores.
- Por aqui muitos Valmets 33 Diesel com motor Valmet são vistos ainda. Estes eram importados, e conforme informações de um amigo vieram dois lotes de 600 tratores, em sua maioria dos modelos 33 Diesel e alguns poucos no final do Modelo 359.
- No Brasil a Valmet instalou sua fábrica no ano de 1960 (conforme consta informações do site da própria empresa) na cidade de Mogi das Cruzes-SP, e logo após passou a produzir o trator Valmet 360 Diesel com motor MWM 3 cilindros. Este foi o primeiro modelo da marca produzido no país, e depois dele vieram o Valmet 600 diesel e por fim iniciou-se a produção do famoso Valmet 60 ID.

Neste ano de 2010 a empresa Valtra comemorou 50 anos de Brasil. Como parte das comemorações a empresa restaurou alguns tratores que simbolizam a marca no Brasil. Desde o primeiro Valmet 33 Diesel importado, passando pelo nacional Valmet 360 Diesel Brasileiro, Valmet 600 D, Valmet 60 ID, o Valmet 100 ID (famoso Zé do Caixão), chegando a homenagem até os Valmet 118 4x4 e 985 4x4 Turbo.





A Mecanização Agrícola no Brasil

** Continuando o assunto sobre o primeiro trator brasileiro, irei abordar agora o tema da Mecanização Agrícola no Brasil de uma forma mais ampla possível, começando então com trechos de uma matéria da revista Mundo Agrícola Nº 162 de Junho de 1965:

“A Mecanização Agrícola no Brasil"

"Foi somente após a II Guerra Mundial que, no Brasil, houve um sensível progresso no setor da mecanização agrícola, com o reestabelecimento do comércio de trocas entre o nosso País com as demais nações da América e da Europa. Acredita-se que, anteriormente ao conflito mundial, contava o Brasil com cerca de 3.380 tratores, sendo a área total cultivada, naquela época, de perto de 14 milhões de hectares de terra. A nossa população era então da ordem de pouco mais de 40 milhões de habitantes."
"Depois do término da guerra de 1939-1945, o aumento do número de tratores tornou-se acentuado, chegando a importação, em 1951, a atingir o número de 11.142 máquinas tartarizadas, o que representava cerca de 60% dos tratores existentes. A importação de tratores no período pós-guerra foi um tanto desordenada, tendo o nosso País recebido um número bastante considerável de máquinas sem nenhuma tradição no mercado internacional e provindas da indústria americana e europeia que se transformavam de produtoras de equipamentos bélicos à produtoras de máquinas agrícolas e para outros fins. Foram inúmeros os tratores que, após poucas horas de uso, foram paralisados ou mesmo encostados por não se adaptarem às nossas condições ou pela precariedade de sua construção." (Somente essa parte já explica boa parte da história dos tratores antigos no Brasil...)
** Nesta matéria da revista Mundo Agrícola já temos uma ideia do quão desordenada foi a importação dos primeiros tratores, visto também que sua produção não era algo específico, e sim na maioria dos casos aproveitamento da indústria de veículos militares.
** Segue aqui trecho de uma matéria retirado da revista O Dirigente Rural de Jan/Fev. de 1972:
"Até 1959 existiam cerca de 150 modelos estrangeiros de tratores de diversas marcas e de diferentes tipos, obrigando o nosso agricultor a fazer as mais variadas adaptações nos escassos implementos agrícolas disponíveis. As fábricas desses implementos tartarizados eram relativamente poucas, pois, devido à grande diferença de um trator para outro, se tornava difícil produzir grades, arados ou cultivadores que se adaptassem a essas máquinas. Somente as indústrias de implementos de tração animal mantinham bons níveis de venda, não só pela baixa relação trator/área cultivada como também pela inexistência de concorrentes estrangeiros: os Estados Unidos e outros países desenvolvidos há muito já tinham praticamente abolido esse tipo de mecanização."
"Outro fator que causava problemas aos agricultores era a falta de peças sobressalentes para reposição. Além de caras, pois precisavam ser importadas, demoravam muito a chegar ao País. Em virtude do excessivo número de marcas de tratores existentes, os revendedores nacionais de peças nunca possuíam estoques completos, fazendo seus pedidos por carta e ocasionando esperas de às vezes até 4 meses. Ora, como nenhum lavrador pode esperar todo esse tempo num período de safra agrícola, a solução era usar a tração animal, embora menos eficiente." 
** Nesse trecho da revista Dirigente Rural um pouco mais "recente", ano de 1972, novamente é citado o problema com a importação de tratores das mais variadas marcas e modelos e sem nenhuma assistência para o agricultor. Pelo que se entende lendo as matérias, era o verdadeiro compre um trator e o problema é seu!
** Já nessa época de problemas, previa-se a futura "nacionalização" da produção de tratores, conforme o trecho abaixo retirado da revista Mundo Agrícola Nº 162 de Junho de 1965:
"Dentre as metas do Governo Juscelino Kubitschek, a da mecanização agrícola figurava de simples importação de tratores e implementos, não tendo cogitado da fabricação, no País, desse equipamento. Consistia, essa meta, na importação de máquinas com facilidades cambiais e em condições vantajosas de financiamento externo, dando, entretanto, grande ênfase à implantação da indústria automobilística. Após o estabelecimento desta, com a participação de todo o conjunto industrial de autopeças, cogitou-se da fabricação do trator brasileiro. Na verdade, os primeiros ensaios sobre a implantação da indústria do trator em nosso País, datam de 1956, quando foi criado o Grupo de Trabalho de Mecanização da Agricultura, que funcionava anexo ao Conselho de Desenvolvimento. O Decreto nº 40.260, de 01 de Novembro de 1956, estabelecia normas reguladoras da importação e distribuição de tratores e implementos agrícolas, orientando, também, a sua nacionalização progressiva."
"Em 1959, em São Paulo, foi realizado o I Simpósio sobre a Fabricação do Trator e Implemento Agrícola no Brasil, sob o patrocínio da Secretaria da Agricultura do Estado e colaboração do Sindicato da Indústria de Tratores, Caminhões, Automóveis e Veículos Similares do Estado de São Paulo, Sociedade Paulista de Agronomia, Sindicato da Indústria de Máquinas do Estado de São Paulo, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, etc.
Nesse certame foram, definitivamente, estabelecidas as bases para a implantação da indústria do trator no Brasil, sendo esquematizado pelo decreto nº 47.473 de 22 de dezembro de 1959, complementado pela Resolução nº 224, de 28 de dezembro de 1959, do GEIA (Grupo Executivo da Indústria Automobilística). Esse instrumento legal estipulava que a produção nacional de tratores agrícolas deveria iniciar-se no decorrer do ano de 1960, com uma nacionalização mínima de 70% do peso total, incluindo motor com pelo menos 60% de seu pêso, ou alternativamente, a caixa de mudanças com 70% de seu peso, prosseguindo o processo de nacionalização até atingir 95% do peso do trator em 30 de junho de 1963.
O decreto previa, ainda, a importação, sem cobertura cambial, de máquinas e equipamentos, sem similar nacional, para instalação da indústria. “Outro item do decreto em tela vedava a importação, a partir de 1º de Julho de 1960, de tratores completos e montados, com benefícios cambiais e fiscais.”
** Dá-se início então as primeiras tentativas de se fabricar um trator nacional. Começa-se a correria com diversas marcas que já "montavam" seus tratores aqui, sendo elas: Valmet, Massey-Ferguson, Ford, Deutz (Demisa), Fendt e CBT (Oliver inicialmente).
** Anterior aos primeiros passos de nacionalização, a empresa CockShutt canadense, e a Fiat italiana (Através da Fábrica Nacional de Motores), já mostravam interesse pela produção de tratores no Brasil, e chegaram até a apresentar propostas ao Governo Federal. Mas como nem tudo que reluz é ouro... Dificuldades técnicas e econômicas barraram as propostas, e o Governo volta sua atenção para a importação conseguindo um empréstimo da ordem de 18 milhões de dólares do Eximbank de Washington, importando com isso de 1952 a 1955 mais de 30 mil tratores.

HISTORIA DO TRATOR

  • O trator (AOS 1945: trator) é um tipo de máquina que exerce tração. Possibilita a execução de trabalho produtivo com conforto ao operador, multiplicando a força humana.
  • Normalmente projetado para arrastar vários tipos de alfaias ou implementos de uso específico, um mesmo trator com diferentes implementos possibilita uma vasta gama de aplicações, com economia de tempo e equipamentos.
  •  Ferruccio Lamborghini não começou a carreira como construtor de supercarros. Seu primeiro sucesso veio em forma de tratores e máquinas agrícolas. Com a primavera dando as caras no hemisfério norte, os fazendeiros de todos os cantos tiram seus John Deere e Internationals do celeiro para começar a plantação. Por isso imaginamos que seria uma boa hora para dar uma olhada na história dos tratores feitos pelos fabricantes de automóveis.
  • - No começo do século XX, carros e tratores não poderiam estar mais distantes em design. Quando os carros já estavam decidindo qual tipo de motor usariam - vapor, elétrico ou combustão interna - os tratores ainda eram movidos a vapor desde o final do século XIX. Mais ou menos como locomotivas a vapor sobre rodas, eles eram enormes, caros e quentes. Eram máquinas perigosas que precisavam do trabalho de muitos homens para abastecer e operar, e eles não eram exatamente potentes.
  • - Quando os fabricantes de automóveis começaram a optar pelo motor de combustão interna como o caminho a seguir, eles também estavam de olho no mercado agrícola. Havia muitas terras a serem colonizados e muitos dinheiro para ganhar com essas máquinas. Os motores a gasolina desenvolvidos para os carros poderiam ser reajustados para trabalhos mais pesados e vendidos a fazendeiros, e assim foi feito. Aqui estão alguns exemplos de tratores feitos pelos fabricantes de carros e eventualmente, fabricantes de tratores que passaram a fazer carros.